Necrose celular
As células do nosso organismo devem ser mantidas em condições constantes no que diz respeito à temperatura, irrigação sangüínea, oxigenação e suprimento de energia. Pequenos desvios nestas condições podem ser tolerados, dependendo do tipo da célula atingida, por períodos variáveis de tempo, sem prejuízo da sua função e sem alterações estruturais. Caso a mudança nas condições do ambiente celular seja um pouco mais intensa ou prolongada, podem ocorrer alterações adaptativas como hiperplasia, hipertrofia, atrofia. Agressões mais intensas ou prolongadas podem levar a alterações celulares reversíveis. Estas alterações são chamadas reversíveis, pois caso o estímulo agressor seja retirado ou cesse, as células retornam ao seu estado normal, funcionalmente e morfologicamente.
Contudo, se o estímulo agressor seja mais prolongado ou mais intenso, ocorre lesão celular irreversível, culminando com a morte da célula. Segundo Guidugli-Neto (1997), o conceito de morte somática envolve a "parada definitiva das funções orgânicas e dos processos reversíveis do metabolismo". É natural que a célula morra para a manutenção do equilíbrio tecidual, e nesse caso, o mecanismo de morte é denominado de "apoptose" ou "morte programada". A outra forma de morte celular chama-se necrose.
Necrose
Conceito:
Necrose é a morte da célula ou parte de um tecido que compõe o organismo vivo. É a manifestação final de uma célula que sofreu uma lesão irreversível, em outras palavras é quando param as funções orgânicas e os processos reversíveis do metabolismo.
Causas:
A necrose celular trata-se da degradação progressiva das estruturas celulares sempre que existam agressões ambientais severas de diferentes causas, dentre elas:
Isquemia:
É a principal causa de necrose. A falta de suprimento sanguíneo para um órgão priva-o do oxigênio para produção adequada de ATP e elementos nutritivos, determinando a morte de suas células, a não ser