Mudar é preciso. Mas, como? Em nossa sociedade há sempre o incentivo de seguir as mesmas regras, acreditar nas mesmas pessoas, comprar e seguir tendências impostas a nós, e, em sua pluralidade, aceitamos calados. Como o jovem, que há poucas décadas não tinha nenhuma voz na sociedade, pode fazer a diferença? A mídia influenciadora e o capitalismo crescente desvirtuam os valores perseguidos pelos indivíduos na sociedade e a relação que temos com o Estado e o governo. A alienação do jovem brasileiro também se deve à ignorância e a falta de interesse em situações políticas e sociais. Há imensurável potencial na juventude para a transformação, mas o velho jeitinho Macunaíma do brasileiro nos prende ao inconsciente coletivo da mediocridade. Ao mesmo tempo, a mudança é perseguida, mas o modo de fazê-la é o que nos atormenta. O fato de o jovem do século XXI vir desenvolvendo certo grau de engajamento social é a base para o início de alguma transformação na sociedade. Assim sendo, por meio de críticas e reivindicações pode-se ocorrer as tão desejadas mudanças, e desse modo adaptar o mundo às novas necessidades. Não obstante, as tecnologias atuais ampliaram a capacidade de comunicação dos grupos sociais. O potencial que temos em mãos já teve sua eficácia comprovada. Os movimentos sociais ocorridos tanto na Primavera Árabe quanto no Brasil foram sumariamente executados por jovens, e organizados por meio das próprias redes sociais, excelentes divulgadoras de informação. Ser jovem é uma constante transformação. Diariamente lutamos para buscar a verdade e distinguir o certo do errado, o que por si só já é uma transformação. Gandhi dizia: Seja a mudança que você quer ver no mundo. Pequenos atos podem mudar pra sempre a história de um país. As grandes revoluções só surgem por inciativa do povo, e é indispensável a participação daqueles que querem a mudança, que buscam em cada oportunidade uma nova forma de melhorar, que enxergam em cada desafio um obstáculo a se vencer, os