Línguas Especiais de Comunidades Quilombolas
CEAO: CENTRO DE ESTUDOS AFRO-ORIENTAIS
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: SOCIOLINGUÍSTICA
ATIVIDADE: TRABALHO FINAL DE CURSO TRADUZIDO
THIAGO DOS REIS NASCIMENTO
Línguas Especiais de Comunidades Quilombolas
Este estudo consiste em um análise do surgimento, desaparecimento e uso das línguas especiais quilombolas (Van Gennep, 1908). Neste sentido, o autor usou a abordagem sociolíguistica e a comunicação intercultural como pontos de partida para as observações feitas durante o estudo. Ao longo do texto, o leitor poderá se deparar com o termo “mocambos” e a colocação advinda do Inglês “maroon communities” para se referir às comunidades quilombolas. O autor decidiu analisar duas línguas quilombolas, Cupópia e Tabatinga, consideradas especiais por estudiosos brasileiros como a professora do Departamente de Linguística da Universidade de São Paulo, Margarida Petter. Neste sentido, o autor traz os seguintes questionamentos: O que é uma língua especial? Quais fatores caracterizam uma língua como especial? Em quais circunstâncias elas podem se estabelecer ou desaparecer? Quais atitudes podem manter essas línguas vivas? Com o propósito de exclarecer alguns desses questionamentos, o autor decidiu lançar mão de um estudo comparado em que contrasta exemplos de línguas especiais do Brasil com exemplos de línguas especiais na República de Camarões, na Africa, e Colombia, na América do Sul. Este estudo se caracteriza como uma pesquisa etnográfica que visa conscientizar os remanescentes quilombolas, as autoridades e todos simpatizantes da causa sobre a importância da manutenção da tradicão e cultura quilombola. Para o autor, este estudo não se limita a questões puramente teóricas, mais que isso o análise em questão assume uma posição crítica diante do descaso do governo brasileiro e chama atenção das autoridades para situação atual das comunidades quilombolas. Situação que vem se agravando desde o período pós-colonial quando a