Logística como ferramenta prática
A logística vem sendo apontada nos últimos anos como um dos principais instrumentos para o aumento da competitividade em empresas dos mais diversos setores. Grandes empresas criaram departamentos e diretorias de logística e passaram a visualizar seus fluxos de materiais, de informações e de recursos financeiros de um ponto de vista interfuncional. Como continuidade desse processo, a nova onda de Supply Chain Management1 deixar de ser apenas interfuncional para se tornar interorganizacional. A competição nos setores de ponta vem se dando não mais entre empresas, mas entre cadeias de suprimento.
PAPEL DA LOGÍSTICA
Clientes tendem a escolher produtos e serviços que maximizem seu valor líquido. O valor líquido entregue ao cliente pode ser estimado pela seguinte equação:
VALOR LÍQUIDO ENTREGUE AO CLIENTE = (VALOR OU BENEFÍCIO TOTAL OBTIDO PELO CLIENTE) – (CUSTO TOTALDE OBTENÇÃO DO VALOR)
A estratégia de uma empresa é, em sua essência, uma proposta de valor aos seus clientes, ou seja, é a maneira pela qual esta tentará entregar aos seus consumidores um valor líquido superior ao dos concorrentes. Existem diversas propostas genéricas de valor. Podem ser citadas cinco:
a) muito mais por mais b) mais pelo mesmo
c) o mesmo por menos d) menos por muito menos e) mais por menos
Em cada uma dessas propostas, a primeira parcela é uma medida do valor entregue pela empresa ao cliente, e a segunda é uma medida do custo incorrido por este para obtê-lo, ambas medidas em relação aos concorrentes.
De forma geral, as medidas de desempenho logístico podem ser divididas em duas categorias: nível de serviço e custos logísticos. Um elevado nível de serviço fará com que o cliente perceba um aumento do valor líquido recebido.
MEDIDAS PRÁTICAS
Embora existam pequenas empresas, ágeis e competitivas no que se refere ao desempenho logístico, muitas das empresas de pequeno porte costumam