LIBRAS RESUMO TEX
Núcleo de Formação Docente - NFD
Graduação: Física/Licenciatura, período: 4°
Discente: Wagner Pinheiro dos Santos
Disciplina: LIBRAS
Docente: Thiago Ramos de Albuquerque
Resumo: A língua de sinais.
A língua de sinais é universal? A língua de sinais é diferente em cada país e lugar, como a língua oral que também sofre variação lingüística. Segundo GESSSER, “ a língua dos surdos não pode ser considerada universal, dado que não funciona como um “decalque” ou “rótulo” que possa ser colado e utilizado por todos os surdos de todas as sociedades de maneira uniforme e sem influência de uso.”
A língua de sinais é artificial? A língua de sinais dos surdos é natural, pois evoluiu como parte de um grupo cultural do povo surdo. Considera-se “artificiais” as línguas construídas e estabelecidas por um grupo de indivíduos com algum propósito específico.
A língua de sinais tem gramática? Absolutamente. O reconhecimento lingüístico tem marca nos estudos descritivos do linguista americano Willian Stokoe em 1960. As línguas de sinais até 1960, não era vista, mesmo pelos sinalizados, como uma língua verdadeira, com própria gramática. Ao descrever os níveis de fonológicos e morfológicos da língua americana de sinais ( ASL), Stokoe apontou três parâmetros que constituem os sinais e nomeou-os: configuração de mão(CM); ponto de articulação (PA) ou locação(L), e movimento (M). A partir da década de 1970, os linguistas Robbin Battison (1974), Edward S.Klima & Ursulla Bellugi (1979) conduziram estudos mais aprofundados sobre a gramática da ASL, especificamente sobre os aspectos fonológicos, descrevendo um quarto parâmetro: a orientação da palma da mão (o). Ficou demonstrado que dois sinais com os mesmos outros três parâmetros iguais (CM,L,M) poderiam mudar de significado de acordo com a orientação da mão. A configuração de mão diz respeito à forma da mão. A orientação da palma da mão indica que os sinais têm direção e que sua inversão,