Leucoplasias
INTRODUÇÃO:
Leucoplasia. De acordo com seu termo clínico, é indicada pela presença de uma mancha ou placa branca na mucosa bucal, não podendo ser retirada com facilidade e clinicamente também não deve ser caracterizada como qualquer doença.
OBJETIVO:
Descrever a respeito dos aspectos clínicos e histopatológicos das Leucoplasias.
MÉTODOS:
Através da revisão bibliográfica utilizada como material e método para este trabalho, apresentaremos a forma pilosa da doença.
DISCUSSÃO:
Descrita em 1981 como uma lesão branca inusitada, que ocorre nas bordas laterais da língua, predominantemente em homossexuais. Representa uma infecção oportunista com a presença do vírus Epstein-Barr (VEB), encontrado quase que de maneira exclusiva em pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV).
Clinicamente falando, na maioria dos casos são localizadas nas bordas laterais da língua, raramente podendo ocorrer na mucosa jugal, assoalho da boca ou palato. Em casos mais graves, nos quais o dorso da língua pode ser envolvido pelo processo. o indivíduo pode verificar a lesão e consultar o dentista.
Histologicamente, é comum observar hifas de C. albicans se estendendo para as camadas superficiais de células epiteliais. Abaixo da superfície na camada de células espinhosas, as células apresentam-se degeneradas em balão e halo claro perinuclear. Estudos imunopatológicos apresentam a presença do VEB nessas células, mostrando inclusões nucleares e homogeneização basofílica.
CONCLUSÃO:
O diagnóstico clínico da Leucoplasia pilosa inclui a Leucoplasia Hidiopática, Hiperceratose Friccional e Leucoplasia associada ao tabagismo e possivelmente, a reação ceratótica associada a interações eletroquímicas.
Não há tratamento específico para Leucoplasia Pilosa, sendo importante a confirmação do seu diagnóstico por ser um sinal precoce de AIDS.