Inteligencia artificial
Dispostos a conquistar jovens clientes, os bancos brasileiros reinventam produtos, serviços, canais de atendimento e formas de relacionamento com o mercado.
Por Genilson Cezar
Os bancos brasileiros lutam hoje para acabar com o estigma de ser um setor tradicional e conservador. E esse movimento deve-se em grande parte à pressão de um novo perfil de clientes, oriundos da geração Y. Este grupo é formado por jovens e adolescentes nascidos a partir dos anos 80, que se destacam pelo uso intensivo da internet, pela mobilidade e uma preferência por ambientes colaborativos.
Em resposta, as instituições financeiras investem pesado na consolidação dos meios eletrônicos e virtuais como principal instrumento para realização de transações bancárias. Em paralelo, realizam a reestruturação dos seus canais de comunicação, das ações de marketing e das estratégias para produtos e de serviços. Como resultado, só em 2009, os bancos brasileiros gastaram 19,4 bilhões de reais em tecnologia da informação. Mesmo com a crise, o valor representa um crescimento de 6% em relação ao ano anterior.
Diante das demandas de uma nova geração de usuários, os bancos preparam o ambiente de TI para um cenário futurista de relacionamento, que passa por novas plataformas, como smartphones, TVs, blogs e redes colaborativas para atendimento a clientes e a parceiros externos. As instituições investem ainda em recursos de realidade aumentada tecnologia que integra o mundo real com elementos virtuais para fornecer informações sobre serviços. "A necessidade de interatividade é uma das chaves para bem atender a geração Y", avalia Gustavo Roxo, vice-presidente de TI do Banco Santander, que acumula a diretoria setorial da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).
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