Humanidades- Serra pelada
O filme Serra pelada retrata como era a vida dos trabalhadores braçais do maior garimpo que já existiu no Sul do Pará. Muitos abandonavam a cidade natal, família, emprego e se arriscavam em busca de ouro, visando assim ascender socialmente e garantir poder.
As personagens principais representam os tipos sociais que existiam naquele ambiente durante a década de 80. Serra pelada era dividida em vários barrancos, cada qual possuia um dono (capitalista), que financiava o garimpo, era o rei da chamada “dama’’. Os “meia praça” representavam a classe média, eram garimpeiros que deram sorte de encontrar pepitas de ouro e acreditavam ter poder, mas na verdade eram submissos. A base massiva desta pirâmide social eram os formigas, garimpeiros que trabalhavam arduamente e sonhavam fazer parte da bamburrada.
O Sr. Carvalho era dono da maioria dos barrancos e mesmo assim persistia em se apossar do pequeno pedaço de terra que Joaquim e Juliano conquistaram depois de muito tempo trabalhando como garimpeiros. Joaquim abandonara sua esposa Isabel grávida e sua profissão (era professor, um homem mais racional, tinha uma maior capacidade de reflexão, conhecimentos sólidos); acreditava que se submetesse àquele lugar poderia dar um “futuro” melhor para sua filha. Já Juliano, um homem mais livre, problemático e propenso ao crime, se interessa por Tereza, esposa de Carvalho e não sossega até garantir poder para conquistá-la. Cada qual ,movido pelo seu objetivo e pela ambição, buscava se sobressair em relação ao outro.
O que se torna interessante ao desenrrolar do filme são os acontecimentos que demonstram a maneira como aquele ambiente inóspito influenciava diretamente a cultura de cada garimpeiro. Serviria como exemplo das teorias cientificistas que se propagaram junto às correntes filosóficas e literárias entre os séculos XVIII-XIX: O Determinismo e o Darwinismo social buscavam comprovar que as ações emocionais e as decisões racionais do