Historia da maconha
É verdade que a maconha era vendida em farmácias antes de sua criminalização?
Sim, é verdade. Seu nome científico é Cannabis. Estudiosos da história da planta dizem que ela era usada para fins medicinais.
Trazida ao Brasil por colonizadores europeus no século 16, a maconha se espalhou inicialmente entre os escravos.
A Maconha era importada legalmente da Europa. Era usada no combate a cefaleia, insônia e mal estar. Era comercializada com prescrição medica em farmácias. Ela foi vendida até a metade da década de 1940 e tinha o acompanhamento da “Seção de Fiscalização de Entorpecentes”, que inspecionava os estabelecimentos farmacêuticos.
Por que, então, a maconha foi proibida?
Porque faz mal a saúde.
Será mesmo por isso? Então, por que o bacon não é proibido? Ou as anfetaminas?
A verdade é que a guerra contra a maconha foi motivada muito mais por fatores raciais, econômicos, políticos e morais do que por argumentos científicos.
A mesma planta que fornecia fumo ás classes tinha enorme importância econômica. Dezenas de remédios continham cannabis. Quase toda a produção de papel usava como matéria-prima a fibra do cânhamo, retirada do caule do pé de maconha. A indústria de tecidos também dependia da cannabis. A Ford estava desenvolvendo combustíveis e plásticos feitos a partir do óleo da semente de maconha.
Tudo começou em 1920, quando os Estados Unidos decretaram a proibição da produção e da comercialização de bebidas alcoólicas. Era a Lei Seca. Foi aí que Henry Anslinger surgiu. A proibição do álcool foi o estopim para maconha se tornar famosa. Na medida em que ficou mais difícil obter bebidas alcoólicas e elas ficaram mais caras e piores, pequenos cafés que vendiam maconha começaram a proliferar.
Anslinger batalhou para divulgar mitos antimaconha. De repente, de um cargo burocrático obscuro, Anslinger passou a ser o responsável pela política de drogas do país. E quanto mais substâncias fossem proibidas, mais poder ele teria.