historia da educação-
- repressão:
O Decreto-lei 477 estendeu a repressão e o terror governamental às redes de ensino. O artigo primeiro desse Decreto denominou “infração disciplinar” de professores, alunos e funcionários dos estabelecimentos de ensino público e particular, o “aliciamento e incitamento à greve”; o “atentado contra pessoas, bens ou prédios”; os “atos destinados à organização de movimentos subversivos”; a confecção ou simplesmente a distribuição ou a retenção de “material subversivo”; o seqüestro; o uso do recinto escolar para “fins de subversão”. A punição, após processo sumário, consistiu na demissão e proibição de readmissão em serviço da mesma natureza em qualquer outro estabelecimento por um prazo de cinco anos (p. 110-111).
- privatização do ensino;
- exclusão de boa parte da população do ensino elementar de boa qualidade;
- institucionalização do ensino profissionalizante na rede pública regular sem estrutura; - divulgação de uma pedagogia técnico-burocrática;
- tentativas de desmobilização do magistério através de abundante legislação educacional.
1 - Acordos MEC-USAID
- Série de acordos produzidos, nos anos 1960, entre o Ministério da Educação brasileiro (MEC) e a United States Agency for International Development (USAID).
- Convênios de assistência técnica e cooperação financeira à educação brasileira.
- Burocratas americanos, sem ligação com a Teoria de John Dewey (Escola Nova)
- Difusor do tecnicismo educacional da teoria do capital humano
- Taylorização do ensino.
p. 100:
O ministro Roberto Campos, em palestra sobre “Educação e Desenvolvimento Econômico”, procurou demonstrar a necessidade de submeter as diretrizes da escola ao mercado de trabalho. Sugeriu, então, um vestibular mais rigoroso para aquelas áreas do terceiro grau não atendentes às demandas do mercado. Para ele, toda a “agitação estudantil” [...] daqueles anos era devida a um ensino desvinculado do mercado de trabalho, um ensino