FPSO- NAVIO
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Estabilidade Estática Aplicada a Plataformas do Tipo FPSO
Estabilidade de Sistemas Flutuantes – FPSO - 1 / 69
O primeiro poço de petróleo foi perfurado na Pensilvânia (EUA), em 1859. A indústria assim começada cresceu tão rapidamente que, em 1980, o petróleo já supria cerca de metade da energia consumida no Mundo, assim como a matériaprima para os produtos petroquímicos. A tecnologia crescente tornou possível a perfuração de poços cada vez mais profundos, que também começaram a ser abertos no mar.
Tal atividade produziu a demanda por novos equipamentos e novas técnicas que permitissem a pesquisa geológica, a perfuração de poços submarinos e a exploração destes, e logicamente o transporte do petróleo da unidade de produção até os locais de distribuição, e unidades com esses fins começaram a ser construídas, com características convenientes de acordo com os parâmetros de cada local.
Nas décadas de 70 e 80, a maior parte das reservas submarinas conhecidas estavam em profundidades estimadas de no máximo 140 metros, e esse tipo de campo era explorado com sistemas fixos no fundo do mar em que o petróleo geralmente era transportado para a costa através de dutos submarinos. Em prospectos de 1987, estimava-se que as reservas inexploradas estavam concentradas em torno das bases de produção já estabelecidas, e que cerca de
70% delas tinham profundidades menores do que 150 metros e 80% delas estavam num raio de 50 km de distância das instalações existentes, de forma que as unidades fixas supriam bem a demanda e os sistemas flutuantes tinham uma participação limitada.
Os sistemas flutuantes se tornaram realidade em 1974 quando se instalou um FPSO em águas da Indonésia para exploração do campo Adjurna pela companhia Arco. Poucos anos depois, em 1977, a companhia Shell pôs em serviço um FPSO para a exploração do campo de Castellon na