foco nas gerações
Um exemplo simples: eu vivi o tempo da carta. Aos 15 anos, quando morei em Londres, por exemplo, eu me comunicava com minhas amigas no Brasil por meio de troca de cartas. Se eu perguntasse, em uma delas: “Como foi sua festa de 15 anos?”, ia ter que segurar a curiosidade e esperar “um pouco” pela resposta. A carta demorava cerca de quinze dias para chegar no Brasil. Se minha amiga fosse rápida e me escrevesse logo em seguida, a resposta levaria ainda mais quinze dias para chegar às minhas mãos. Assim, com sorte, em um mês, eu teria a resposta na minha “caixa de entrada”…
Quando eu conto isso aos jovens da geração Y, sinto que eles ficam realmente passados. Para eles, é impensável se imaginar em um mundo desses, onde seria preciso esperar um mês para ter uma notícia que hoje se tem em questão de segundos… Assim, essa minha experiência – de ter vivido na época da carta e ainda ter “alcançando” a era do Twitter e do Whats App, ferramentas que eu uso e domino – me proporcionam um modelo mental único. Significa que ele é diferente do modelo mental do jovem – que nasceu com a tecnologia – mas também muito distinto do modelo mental dos mais velhos, que ficaram só na carta…
Engraçado que a moçada de hoje não sabe sequer o que é um papel de carta. Quando mostro, em palestras ou treinamentos, o papel de carta da minha época – aquele fininho, que a gente usava para pesar menos no correio via aérea, percebo que o jovem não tem registro do que seja aquilo. Eles geralmente demonstram a mesma