Fibro Edema Geloide
O termo "celulite" foi primeiro usado na década de 1920, para descrever uma alteração estética da superfície cutânea. Desde então alguns termos são utilizados para designá-la, na tentativa de adequar o nome a características histomorfológicas encontradas: lipodistrofia localizada, fibro edema gelóide, hidrolipodistrofia ginóide, paniculopatia edemato-fibroesclerótica e paniculose, lipoesclerose nodular, lipodistrofia ginóide. Contudo, a denominação fibro edema gelóide (FEG) tem-se demonstrado como o conceito mais adequado para descrever o quadro historicamente conhecido e erroneamente denominado de celulite.
O FEG é uma afecção bastante incidente na população como um todo, sendo o gênero feminino o mais acometido, tendo uma prevalência entre 85% e 98% em todas as raças. Essa prevalência é demonstrada após o marco da puberdade. Sabe-se que os distúrbios hormonais são os principais causadores do FEG, sendo que o estrógeno é o principal hormônio envolvido e é responsável pelo agravamento de tal afecção.
Com a puberdade, há o aumento das taxas de estrógeno, intensificando os depósitos de gordura principalmente na região glútea, contribuindo para ocorrência do quadro. Em seus estudos, Rosenbaum et al (1998) identificaram um dimorfismo sexual no tecido conjuntivo, tal como refletido nas características estruturais da derme, que é concordante com a observação clínica de que a maior parte das mulheres e alguns homens têm celulite.
O FEG é uma alteração da topografia da pele que ocorre sobre a região pélvica, membros inferiores e abdome. É caracterizada por um estofado ou aparência de “casca laranja”.
Etimologicamente, é definida como um distúrbio metabólico localizado no tecido subcutâneo que provoca uma alteração na forma do corpo feminino. As principais mudanças histológicas são encontradas no interior da hipoderme e consistem na hipertrofia ou afrouxamento do tecido conjuntivo separando os lóbulos de gordura.
Apesar do FEG ser confundido ou