fazenda marinha de Arraial do Cabo - Piscicultura
“Segundo levantamento estatístico divulgado pelo MPA em 2010, essa atividade já apresentou significativo crescimento nos últimos anos, passando de 278 mil toneladas em 2003 para 415 mil em 2009, o que equivale a 35% de incremento em menos de uma década. Já a produção da piscicultura atingiu 60,2% de crescimento apenas entre 2007 e 2009. Isoladamente a produção de tilápia aumentou 105% em apenas sete anos (2003-2009). Em conjunto, a aquicultura cresceu 43,8%, entre 2007 e 2009, tornando a produção de pescado a que mais cresceu no mercado nacional de carnes no período. Todos estes resultados demonstram a pronta resposta do setor às políticas de fomento.” (MPA¹, 2011). A piscicultura marinha no Brasil é uma atividade ainda muito incipiente, embora venha ganhando impulso nos últimos anos a partir da consolidação dos resultados de pesquisas desenvolvidas por diversas universidades e instituições de pesquisa despertando um grande interesse junto à iniciativa privada. (SANCHES, 2008). Em 2006, o número estimado de aquicultores foi de quase nove milhões, 94% dos quais trabalhavam na Ásia. Para cada pessoa empregada no setor primário, estima-se que poderia haver quatro pessoas empregadas no setor secundário, setor que inclui a transformação de peixes, comercialização e prestação de serviços, ou seja, existem cerca de 170 milhões de pessoas empregadas na indústria. Levando em consideração os indivíduos dependentes, cerca de 520 milhões de pessoas poderiam depender do setor, quase 8% da população mundial. (FAO, 2008). O Brasil hoje produz mais de um milhão de toneladas por ano de pescado, gerando um PIB pesqueiro de R$ 5 bilhões, ocupando 800 mil profissionais entre pescadores e aquicultores e gerando 3,5 milhões