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Trabalho de caracter curricular realizado na disciplina de Bioética da Licenciatura em Psicologia Clínica pela Universidade Fernando Pessoa (Porto, Portugal)
(2005)
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Licenciada em Psicologia Clínica pela Universidade Fernando Pessoa
Porto, Portugal
Contactos:
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Madre Teresa de Calcutá
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No contexto da sociedade contemporânea, em que pessoas e estruturas se encontram em permanente transformação, temos consciência – e assumimo-la, que também os valores de referência sofrem uma profunda mudança que é necessário perceber e acompanhar.
Sabendo que a psicologia tem como objectivo promover e cuidar do bem-estar psicológico, temos, como profissionais de saúde que somos, responsabilidades perante os indivíduos, a família e a comunidade. E sendo a Psicologia essencialmente “relação de ajuda”, marcada pelo dinamismo e preocupação com os outros, devemos aceitar que ela é uma profissão que tem que se reger por normas ético-morais. Estas decorrem da convicção universalmente reconhecida de que a pessoa humana tem um valor incomensurável e de que a vida humana é inviolável. Por isso, há que reflectir sobre as questões éticas, como referência para o exercício da
profissão de Psicologia, onde a dignidade Humana (mulher/feto) é um valor fundamental a promover. A problemática do aborto jamais poderá alhear-se das questões ético-morais que a envolvem, dado que o aborto implica inevitavelmente a morte de “alguém”, em detrimento de
“outro alguém” ou de determinada situação/circunstâncias. Trata-se portanto de uma questão que urge reflectir. E reflectir, é elevar o nosso pensamento a uma compreensão lúcida, coerente e
Mara Célia Alves Matos
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fundamentada, para só depois, poder apoiar e ajudar. Daqui decorre a