estratégias de importação e exportação de vinhos
A produção de vinho no Rio Grande do Sul
O cultivo das videiras começou no Estado, no século XVII, com os jesuítas, e foi retomado em 1742, com a chegada dos açorianos e dos madeirenses, que se fixaram em Rio Grande e em Porto Alegre. Achegada dos imigrantes alemães, em 1824, com novas cepas de videiras europeias deu um novo impulso à produção. Entretanto, só em 1840, quando foi introduzida no Rio Grande do Sul a videira americana Isabel, a produção de vinho, inicialmente para consumo doméstico, espalhou-se rapidamente no Estado. A uva americana era mais resistente a doenças e a pragas e facilmente adaptável ao clima e ao solo da região.
Com a chegada dos imigrantes italianos ao Rio Grande do Sul, em 1875, que trouxeram consigo mudas de videiras europeias para produzirem o vinho, formou-se a indústria do vinho brasileira, tendo por base o solo gaúcho. Contudo as uvas nobres foram, aos poucos, sendo dizimadas por doenças causadas por fungos. Foram, então, obtidas novas mudas, não mais as europeias, mas as da variedade Isabel, na zona de colonização alemã, no Vale do Rio Caí. Essas mudas, que eram muito mais resistentes, foram levadas às colônias italianas, situadas na Encosta Superior da Serra do Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul (Vinho, 2001). Com o incremento da produção, parte desta passou a ser comercializada no Estado e, posteriormente, em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Em 1900, consciente de que a uva Isabel não era a mais adequada para a produção do vinho, pois gera um produto de menor qualidade, o Governo do Estado fundou, em Porto Alegre, a Estação Agronômica. E, novamente, foram trazidas da Europa diversas castas viníferas, as quais foram disponibilizadas e distribuídas aos viticultores da região de colonização italiana, onde atualmente se situam os Municípios de Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Garibaldi. Portanto, a serra gaúcha tornou-se a mais importante região vinícola do Brasil por razões