Eletronica Em Motores Euro V
Componentes eletrônicos são semelhantes aos do modelo Euro III, mas quantidade de sensores para autodiagnose pode representar desafio para mecânicos e operadores
Para poluir menos, motores de caminhão com tecnologia Euro V – ou Proconve 7, na Legislação brasileira – utilizam sistemas de pós-tratamento de gases (SCR) ou de recirculação de gases de escape (EGR). Embora sejam diferentes, ambas as tecnologias oferecem resultados semelhantes, com alguns pontos importantes a favor ou contra cada uma delas. No entanto, seja qual for a tecnologia utilizada, há maior controle eletrônico das funções do motor e, evidentemente, isso requer atenção especial por parte dos gestores de manutenção de veículos pesados.
Os parâmetros operacionais do motor são monitorados pelo sistema de diagnóstico de bordo (OBD, da sigla On Board Diagnosis), recurso embarcado no caminhão e equipado com sensores que diagnosticam o nível de emissão de NOX (óxido de nitrogênio) – principal poluente a ser reduzido na combustão dos motores Euro V – e outros níveis operacionais e de poluição. O sistema indica no painel a anomalia encontrada, reduzindo a potência do motor se o problema diagnosticado não for resolvido após 48 horas de operação.
PROGRESSÃO
Porém, gradativamente outros sensores foram sendo acoplados aos motores Euro V, como os que medem a temperatura e a variação de pressão de gases de escape, sensor de sonda lambda (exclusivamente em motores EGR), sensor de nível de ureia (somente para SCR) e outros. Destaque-se que a calibração eletrônica e a aplicação de cada sensor podem variar de acordo com o fabricante, mas em geral as eventuais falhas nesses componentes podem ser facilmente diagnosticadas por serviços autorizados, que utilizam equipamentos específicos para esse fim.
Em outras palavras, é possível afirmar que grande parte das avarias é predeterminada pelo sistema, o que facilita a manutenção. É o caso, por exemplo, da contaminação do