elaine colussi
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
CURSO DE SERVIÇO SOCIAL
ACADÊMICOS SÍDINEI MÁRIO CARVALHO, SANDRA BASTOS
DISCIPLINA FORMAÇÃO SÓCIO-HISTÓRICA DO BRASIL
PROFESSORA DOUTORA ELIANE LUCIA COLUSSI
SEMINÁRIO DISCENTE
OS MOVIMENTOS DE TRABALHADORAS E A SOCIEDADE BRASILEIRA
Paola Cappellin Giulani
RESUMO: É fato conhecido que a história, escrita fundamentalmente pelos homens, durante muitos anos optou em excluir as mulheres dos relatos historiográficos. Este texto discute a inserção do sujeito feminino na historiografia brasileira, a partir de diversas contribuições: o movimento feminista, os novos paradigmas científicos e a contribuição dos Annales, que permitiram um alargamento das abordagens e dos métodos utilizados para as pesquisas envolvendo as mulheres.
PALAVRAS-CHAVES: Feminismo. História das mulheres. Historiografia brasileira
A modernização da sociedade brasileira tem atingido de maneira diferente os diversos grupos sociais e produzido várias formas e níveis de conflito. Em geral, os segmentos da população que conseguiram se organizar e se mobilizar ganharam projeção política e espaços de interlocução com as instituições do Estado, diretamente ou com a ajuda de mediadores que reconheciam a legitimidade de suas reivindicações. No início do séc. XX, duas décadas após a Abolição da escravidão, alguns segmentos de trabalhadoras já reivindicam direitos trabalhistas e proteção previdenciária. Devemos ressaltar que, nessa época, a cidadania social restringe-se aos homens, e a emancipação limita-se ás paredes das grandes empresas. A projeção em primeiro plano do homem trabalhador acaba deixando na sombra, quase invisíveis, as péssimas condições de trabalho impostas às mulheres.
Depois de 1930, o Estado passa a definir os direitos e os deveres relativos à organização das práticas produtivas; aceita as associações profissionais como interlocutoras; reconhece como oficiais as organizações dos sindicatos. Com a criação do