Dom Casmurro
Capitu tem sede de saber. Sua curiosidade não tem limites, eram dos mais variados assuntos, desde mobílias antigas a noticias de Itaguaí, ela gostava de saber tudo. Capitu cobra de Bentinho a ajuda de José Dias em influenciar sua mãe a dispensá-lo do seminário.
Logo após isso, Bentinho pede para ver os olhos de Capitu, ao lembrar-se da definição que José Dias dera deles (olhos de cigana, obliquo e dissimulada). Ficam a mirar-se. Bento tem a sensação de que são olhos de ressaca com fluido misterioso e enérgico arrastando-o para dentro. Segura-se onde pode e pede para penteá-la. Ele trança seus cabelos, em deleite... Ao final, ela derruba a cabeça para trás, os dois se olham... e acontece o primeiro beijo. A emoção faz os dois encostarem-se na parede, trêmulos.
D. Fortunata aparece. Capitu recompõe-se, mas Bento não consegue. Foge para casa e, trancado no quarto, fica repetindo - Sou homem! Assim, chega á conclusão de que o seminário era um pesadelo extinto, pois “homens não são padres”.
Capítulo XXXV
Finalmente Bento consegue chegar à sala, temendo repreensão. Encontrou clima de festa: padre Cabral fora nomeado protonotário apostólico (tabelião de negócios eclesiásticos) e não houve aula de latim naquele dia. Bentinho teve seu nome ligado a tal título, e levou isso como um desaforo.
Capítulos XXXVI a XXXVIII
Bentinho consegue escapulir para a casa de Capitu para repetir o beijo.
No entanto, a retração da amiga corta os braços e as pernas de sua idéia. O narrador evoca o Cântico dos Cânticos de Salomão para lembrar ao menino a cronologia dos gestos que ele sabia, mas não conseguia executar. Começa a forçá-la, mas ela foge dele (a alma é cheia de mistérios). De repente o pai bate à porta: Bento desconcerta-se e Capitu aproveita sua hesitação e beija-o rapidamente (deu de vontade o que estava a recusar à força). Em seguida, recolhe calmamente a costura, sugere ao pai que faça uma visita de cortesia ao padre, e sai à procura da mãe,