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Após muitos anos de ditadura e de silêncio forçado dos brasileiros, a população se organizou em torno de um dos maiores movimentos sociais da história do Brasil. As Diretas Já apoiavam o projeto de lei proposto pelo deputado Dante de Oliveira que almejava a realização de eleições diretas para presidente do país. O movimento teve a participação dos mais variados setores da sociedade e apontava claramente que a ditadura e os militares tinham seus dias contados na liderança do Brasil.
Foto: Hipólito Pereira
Após o período conhecido como milagre econômico entre os anos de 1968 e 1973 tornou-se difícil para os militares florearem a situação política e repressora vigente no país. As denúncias sobre repressão ganharam o conhecimento público enquanto a insatisfação com o regime militar crescia, pressionados por políticos e pela mídia, em 1979, os militares tomaram medidas que permitiram o retorno de elementos democráticos ao país. Foi o caso da quebra do sistema bipartidário que marcava os anos ditatoriais até então, a reforma política permitiu que novos partidos políticos tomassem a cena, surgindo siglas por todos os lados.
Nas eleições de 1982 foi possível que concorressem candidatos dos recentes partidos e também não militares. Entre eles se elegeu deputado federal pelo PMDB Dante de Oliveira, assumindo o cargo no dia 1 de janeiro de 1983. Desde sua posse, Dante de Oliveira se empenhou em coletar assinaturas de apoio ao seu projeto de lei que determinaria eleições diretas para presidente e após conseguir o auxílio de 170 deputados e 23 senadores apresentou então, no dia 2 de março de 1983, a Proposta de Emenda Constitucional Nº5. A proposta, que popularmente ficou conhecida como Emenda Dante de Oliveira, logo tomou espaço na mídia e mobilizou os mais variados setores da população brasileira. Partidos políticos, lideranças sindicais, civis, artísticas, estudantis e jornalísticas engrossaram um dos maiores movimentos sociais da história do país, as