Demosntração das origens de Recursos
DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS
CAPÍTULO 29
DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS
E APLICAÇÕES DE RECURSOS
29.1 CONCEITO
A demonstração das origens e aplicações de recursos é de elaboração e publicação obrigatórias para as sociedades anônimas. Entretanto, o § 6° do art. 176 da Lei das Sociedades por Ações dispensa de sua elaboração as companhias fechadas com patrimônio líquido, na data do balanço, não superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).
A DOAR evidencia as variações ocorridas no capital circulante líquido durante o exercício, permitindo ao analista das demonstrações contábeis o entendimento da situação de curto prazo da companhia. Isso torna possível a avaliação da capacidade de pagamento das obrigações circulantes da empresa. A DOAR também expõe a política de financiamentos e investimentos de recursos não circulantes da companhia.
29.2 VARIAÇÕES NO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO
O capital circulante líquido, ou capital de giro líquido, corresponde à diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante: CCL = AC - PC.
O capital circulante líquido não se confunde com o capital circulante (ou capital de giro), que é representado pelo ativo circulante.
Quando o capital circulante líquido é positivo, também recebe o nome de capital circulante próprio.
É a análise das variações ocorridas no capital circulante líquido que serve como base para a elaboração da demonstração das origens e aplicações de recursos.
Considerada a fórmula CCL = AC - PC, o capital circulante líquido pode ser aumentado de duas formas: 1 - pelo aumento do ativo circulante;
2 - pela redução do passivo circulante.
Exemplificando, se houver o aumento do capital social em dinheiro, a conta Caixa será debitada, provocando o aumento do ativo circulante e o aumento do capital circulante líquido.
Se a companhia renegociar com um credor a transferência de uma dívida do curto para o longo prazo, ocorrerá a redução do passivo circulante