Corrupção na saúde pública
A saúde pública no Brasil está à beira do caos. Com o passar dos anos, a população aumenta, piorando ainda mais a situação. Os recursos, escassos, depois de aprovados, passam cuidadosamente em funis, que silenciosamente, são separados para políticos, funcionários e empresas corruptas. Quando, finalmente, chega o momento da aplicação do dinheiro, é necessário ter cautela para escolher entre, por exemplo, a compra de remédios ou reparo de equipamentos médicos. Uma difícil e ardorosa escolha. Enquanto isso, o canto da reclamação é entoado por médicos, funcionários e pacientes. Após horas de espera, o paciente feliz por sua vez, mas irritado pelo descaso, dores, cansaço e medo de morrer na fila, solicita urgência para ser atendido. O funcionário, por sua vez, aborrecido com a situação precária de seu trabalho, distorce-se como pode para manusear pilhas de papéis e equipamentos arcaicos. O médico, mal remunerado, coleciona horas ininterruptas de plantões para cobrir suas despesas. Cansado de sua jornada, apenas verifica se paciente ainda está “inteiro” e manda-lhe aplicar uma injeção para dores, antes que o mesmo abra a boca, pois o aparelho de raio-x está quebrado e há pacientes internados até o teto.
Precisamos de investimentos, de equipamentos modernos para diagnósticos e tratamentos, de reformas nos hospitais, incentivar e dar suporte a prevenção de doenças, que além de oferecer uma melhor qualidade de vida para o paciente, custará menos que o tratamento de uma futura doença crônica. A tecnologia é essencial também para a organização, agilizando o atendimento. Embora vários hospitais já possuam computadores na recepção e centro administrativo, há muito mais hospitais que ainda não receberam ou ainda possuem equipamentos antigos e com defeito. Ambulâncias precárias necessitam de manutenção e, até mesmo, em aumento de seu número, para melhor atender a população. São tantas necessidades, para tão pouco dinheiro!