chistian laville, a construção do saber
O ser humano, desde a pré-história, vem lutando em busca da facilitação de sua existência. Para isso, ele desenvolve constatações através do que observa no mundo, pondo em prática soluções para a melhor adaptação aos problemas constantemente confrontados. Estas constatações são denominadas de saberes, tendo como principal objetivo, conhecer o funcionamento das coisas, para melhor controla-las e fazer previsões a partir daí. Nem todo saber deve ser colocado como verdade absoluta, os saberes provenientes de intuições, por exemplo, são desenvolvidos de primeiras impressões do senso comum, sem mais provas do que a simples observação. Os saberes acompanham a sociedade em forma de tradições, na medida em que razões são passadas de geração em geração como verdades absolutas, visto que quando uma pessoa tem uma experiência e constata algo, ela tende a reportar isso para suas próximas gerações. Muitas vezes, quem se carrega de desenvolver a transmissão dos saberes são as autoridades sociais, como a igreja católica, por exemplo. Esse saber já é estigmatizado como verdadeiro, visto que a autoridade de quem transmite impõe um caráter de verdade às constatações. O ser humano passou a observar com o tempo, que os saberes que o envolvia sempre partiam de um senso comum de pouco teor racional, e a busca por saberes mais racionais e confiáveis começou a se estabelecer com predominância ocidental. O saber racional passou por diversas transformações ao longo do tempo, onde constatações silogistas, raciocínios dedutivos e indutivos ganharam espaço. No século XVII, o pensamento científico passou a se utilizar de empirismo para a averiguação do saber. No século XVIII, as ciências ganharam espaço nos conhecimentos de natureza física, o que causou um grande avanço em diversas perspectivas na sociedade (agricultura, luz elétrica, entre outros). No século XIX, a contrução do saber passa a ter caráter