Charles Augustin Coulomb
Figuras do Pensamento em W. Benjamin
Aléxia Bretas*
Resenha: MACHADO, Francisco Pinheiro. Imagem e consciência da história: pensamento figurativo em Walter Benjamin. Tradução: Milton Camargo Mota. São Paulo: Loyola, 2013. 234 p.
Lançada em dezembro último pela coleção Humanística da editora Loyola, Imagem e consciência da história: pensamento figurativo em Walter Benjamin é uma publicação a ser recebida com entusiasmo pelo público brasileiro. Afinal, corresponde à tese de doutoramento defendida por Francisco Pinheiro Machado junto ao Departamento de Filosofia da LudwigMaximilians-Universität em Munique, e desde 2005 encontra-se publicada em alemão. Com a impecável tradução de Milton Camargo Mota, o volume traz a chance dos leitores brasileiros entrarem em contato com uma pesquisa que permanece relevante, primando tanto pelo rigor acadêmico quanto pela admirável clareza de uma exposição desenvolvida com lucidez, maestria e concisão. Ademais, além de expandir o horizonte de sua recepção universitária, esta edição tem o mérito de abordar o inesgotável pensamento benjaminiano a partir das sendas indicadas por uma tríplice visada. Sob a perspectiva da teoria crítica, Imagem e consciência da história propõe uma leitura da obra de Walter Benjamin pelo viés dos reiterados esforços do autor em oferecer um contraponto à teoria tradicional, na época, representada pelo neokantismo e seus adeptos. Sob o ponto de vista da teoria da imagem, o livro de Francisco Machado alinha os escritos benjaminianos a uma tendência atual bastante prolífera de apropriação do regime imagético como recurso reflexivo e filosófico de primeira grandeza, de certa maneira, aproximando sua iniciativa da de autores notáveis como Warburg, Ginzburg, Didi-Huberman e Rancière. Finalmente, sob o olhar dos estudos históricos, esta publicação representa uma importante contribuição para o debate em torno das tensões críticas entre o passado e o