celulas cancerígenas
Células: como se tornam cancerígenas? Basta que uma célula fuja ao controlo das que lhe são vizinhas para que a sua descendência forme, de forma progressiva, um tumor.
Na verdade, a quantidade de células que formam um ser humano adulto trocam constantemente informações através de substâncias químicas. Estas substâncias – as hormonas que são responsáveis pelo crescimento, citoquinas – agem como elos sobre os seus receptores, que podem ser comparados a fechaduras ancoradas à membrana da célula. Assim que uma “chave” adequada entra em contacto com a sua “fechadura”, esta desencadeia uma cascata de sinais que chegam ao núcleo, onde se encontram os cromossomas – pelotões de ADNque transportam o conjunto dos genes.A produção de outras substâncias é iniciada ou interrompida; é a resposta da célula à mensagem recebida. Um dos maiores objectivos desta troca de informação consiste no controlo da proliferação celular, um fenómeno necessário à formação de tecidos e à sua renovação.
Uma célula é capaz de emitir um comando à sua vizinha, para iniciar ou parar o seu crescimento. No decorrer deste processo de divisão celular, podem ser transmitidas informações erradas ao ácido desoxirribonucleico
(ADN). Estas mutações são provocadas quer pelo sistema de reprodução do próprio ADN que, mesmo sendo muito fiável, pode deixar passar alguns erros; quer por um agente exterior, dito mutagénico, como por exemplo, os raios ultravioleta ou determinados produtos químicos.
Em determinados casos, as mutações genéticas afectam os genes que controlam os mecanismos de proliferação. Neste contexto há dois tipos de genes que desempenham um papel primordial: os oncogenes e os anti-oncogenes
(supressores de tumores). Os primeiros contribuem para o crescimento da célula; os segundos inibem esse processo.
o Os genes reparadores do ADN são neutralizados
Os genes RAS têm como função codificar as proteínas-interruptores, as quais, quando se encontram