CASE BARILLA
MARÇO 25, 2008
JANICE H. HAMMOND
Barilla Spa (A)
Giorgio Maggiali estava ficando cada vez mais frustrado. Como diretor de logística do maior produtor de massas do mundo, Barilla SpA1, ele estava ciente do crescente fardo que as flutuações de demanda impunham sobre o sistema de fabricação e distribuição da companhia. Desde que assumiu como diretor de logística em 1988, ele tentava levar avante uma idéia inovadora proposta por Brando
Vitali, que tinha sido diretor de logística da Barilla antes de Maggiali. A idéia, que Vitali chamava de
Distribuição Just-in-Time (JITD), foi modelada a partir do conceito popular de fabricação “Just-inTime.” Em essência, Vitali propôs que, invés de seguir a prática tradicional de fornecer produtos para os distribuidores Barilla com base em quaisquer pedidos que os distribuidores façam à companhia, a própria organização logística da Barilla especificaria as quantidades “apropriadas” de entrega – aquelas que atendessem de maneira mais efetiva as necessidades dos consumidores mas também distribuíssem mais igualitariamente a carga de trabalho sobre os sistemas de fabricação e logística da
Barilla.
Por dois anos, Maggiali, um forte defensor da proposta de Vitali, tinha tentado implantar a idéia, mas agora, na primavera de 1990, pouco progresso havia sido feito. Parecia que os clientes da Barilla simplesmente não estavam dispostos a desistir da autoridade de fazer pedidos conforme quisessem; alguns estavam relutantes em até mesmo fornecer dados detalhados de vendas sobre os quais a
Barilla poderia tomar decisões de fornecimento e melhorar suas previsões de demanda. Talvez, o mais desconcertante era a resistência interna das organizações de vendas e marketing da própria
Barilla, que viam o conceito como inviável ou perigoso, ou ambos. Talvez fosse hora de descartar a idéia como simplesmente inoperável. Se não, como ele poderia aumentar as chances de que a idéiax fosse aceita?
Histórico da Companhia
A Barilla foi fundada em