carenagem
A extensão da região de escoamento separado atrás de muitos dos objetos considerados pode ser reduzida ou eliminada por carenagem, ou seja, pela forma aerodinâmica do corpo. O objetivo da carenagem é reduzir o gradiente de pressão adverso que ocorre atrás do ponto de espessura máxima sobre o corpo. Isto retarda a separação da camada limite e, por conseguinte, reduz o arrasto de pressão. Podemos reduzir o arrasto sobre um corpo afunilando ou adelgaçando a sua região posterior (por exemplo, o arrasto sobre uma esfera pode ser reduzido fazendo com que ela gane a forma de uma gota de lágrima), o que reduzirá o gradiente de pressão adverso e, por conseguinte, tornará a esteira turbulenta menor. Entretanto, a adição de uma seção posterior “carenada” aumenta a área superficial do corpo, o que causa o aumento do arrasto por atrito superficial. A forma “carenada” é ótima, portanto, aquela que dá o arrasto total mínimo (a soma dos arrastos de pressão e de atrito).
O gradiente de pressão em torno de uma forma de “lágrima” (um cilindro “carenado”) é menos severo que aquele em torno de um cilindro de seção circular. Testes realizados com Re=4x10^5 mostram o coeficiente de arrasto do cilindro “carenado” é aproximadamente 20% do coeficiente de arrasto mínimo de um cilindro circular de mesma espessura. Portanto, mesmo um avião pequeno terá, tipicamente, carenagens sobre muitos de seus membros estruturais, levando a economia significativa de combustível.
O interesse em aerofólios de baixo arrasto cresceu durante a década de 1930. A NACA (national advisory committe for aeronautics) desenvolveu diversas séries de aerofólios de “escoamento laminar”, para os quais a transição era postergada para 60 ou 65% do comprimento da corda,