Características da literatura portuguesa
A poesia de Florbela Espanca é caracterizada por um forte teor confessional. A poetisa não se sentia atraída por causas sociais, preferindo exprimir em seus poemas, os acontecimentos que diziam respeito à sua condição sentimental. Não fez parte de nenhum movimento literário, embora seu estilo lembrasse muito os poetas do romantismo.
A poesia de Florbela, mais reveladora de talento que os contos, por ser produto de uma sensibilidade exacerbada por certos impulsos eróticos que corresponde a um verdadeiro diário íntimo, no qual extravasa as lutas que travam dentro dela, tendências e sentimentos opostos. Segundo Moisés (2008) caracterizando uma poesia-confissão, pela qual ganha relevo eloquente, cálido e sincero.
O seu lirismo vai oscilar entre um auto enternecimento e uma explosão erótica que tudo avassala, por isso falamos num certo “donjuanismo feminino”, pois o sensualismo desconhece limites, e espraia-se cálido e franco, no magma dos poemas; o seu erotismo supera as hipocrisias e as convenções pequeno-burguesas, cumprindo-se direto e natural, livre de intelectualização ou mentalização deformada.
Saramago é conhecido por utilizar frases e períodos compridos, usando a pontuação de uma maneira não convencional. Os diálogos das personagens são inseridos nos próprios parágrafos que os antecedem, de forma que não existem travessões nos seus livros: este tipo de marcação das falas propicia uma forte sensação de fluxo de consciência, a ponto do leitor chegar a confundir-se se um certo diálogo foi real ou apenas um pensamento. Muitas das suas frases (i.e. orações) ocupam mais de uma página, usando vírgulas onde a maioria dos escritores usaria pontos finais. Da mesma forma, muitos dos seus parágrafos ocupariam capítulos inteiros de outros autores. Apesar disso o seu estilo não torna a leitura mais difícil, os seus leitores habituam-se facilmente ao seu ritmo próprio.
Estas características tornam o estilo de Saramago único na literatura contemporânea: