Biomas EVI
A vegetação exerce um papel determinante no funcionamento dos ecossistemas terrestres através de sua produtividade primária e da disponibilização de recursos e abrigo às espécies (Townsend et al., 2010). Seu monitoramento constitui um aspecto-chave à compreensão de fenômenos biológicos e a tomadas de decisão. Com o advento do sensoriamento remoto, o desenvolvimento de índices de vegetação possibilitou a inferência de parâmetros biofísicos referentes à vegetação, em extensas áreas da superfície da Terra, bem como de suas respostas frente à ação de fenômenos geofísicos e à influência antrópica. Índices de vegetação são transformações matemáticas da refletância com o propósito de se explorar as propriedades espectrais da vegetação, especialmente nas regiões do vermelho e do infravermelho próximo do espectro eletromagnético (Wiegand et al., 1991). Sua lógica reside no fato de que a energia refletida no vermelho e infravermelho próximo encontra-se relacionada à atividade fotossintética da vegetação e à sua estrutura (Ferreira et al., 2008). Assim, estes índices encontram-se associados a parâmetros biofísicos da vegetação, como a biomassa e o índice de área foliar (Ponzoni & Shimabukuro, 2007).Segundo Becerra (2005), o índice de vegetação mais comumente utilizado é o Índice de Vegetação de Diferença Normalizada (IVDN ou NDVI), que resulta da resposta espectral da vegetação nas faixas do vermelho e do infravermelho próximo. Frente á limitação de o NDVI apresentar problemas de saturação em áreas densamente vegetadas, autores têm proposto a utilização do EVI (Enhanced Vegetation Index) como alternativa. Desenvolvido por Huete et al. (1997), o EVI nada mais é do que uma variação do NDVI, aprimorada quanto a correções de influências atmosféricas e do solo.
Sobre o EVI
O índice de vegetação melhorado (EVI) foi desenvolvido para otimizar o sinal da vegetação, melhorando a sensibilidade em regiões com maiores densidades de biomassa e o monitoramento da