Atuação e efeitos adversos dos Psicofármacos
Psicofármacos
Os hipnóticos são utilizados em todos os transtornos que envolvam distúrbios no sono. Uma queixa bastante comum na Saúde Mental é a insônia ou a dificuldade de conciliar o sono. Ao ouvir e relatar esta queixa, é muito importante detalhá-la, pois muitas vezes o distúrbio se dá mais pela ansiedade que pela falta de sono. Além disso, pode haver pessoas que sofrem de apnéia do sono e, por não o saberem, queixamse apenas de acordar freqüentemente à noite. Nesse caso, o uso de hipnóticos pode agravar o quadro.
Vale ressaltar que o sono induzido não é igual ao sono fisiológico e que, com o tempo de uso de hipnóticos, estes tendem a diminuir seuefeito devido à tolerância. Ao tentar se suspender a medicação, a insônia pode surgir mais acentuada que antes do uso da droga. A esse efeito chamamos “rebote”.
Freqüentemente há queixas de acordar na manhã seguinte com uma sensação de torpor e sonolência (ressaca). Isso pode resultar da falta do sono fisiológico ou dos resíduos da droga, ainda não eliminados do organismo. Por isso são contra-indicadas, para quem faz uso de hipnóticos, atividades que exigem maior concentração, como dirigir um automóvel por exemplo.
Drogas ansiolíticas são capazes de aliviar os sintomas de ansiedade sem interferir excessivamente em outras funções cerebrais. O tratamento medicamentoso de ataques de pânico e das fobias é diferente dos demais tipos de ansiedade.
Embora já existam uma diversidade de ansiolíticos disponíveis,o termo “ansiolítico”, ainda é utilizado mais especificamente para benzodiazepínicos, como DiazepanR, LorazepanR, BromazepanR,
CloxazolanR e outros, por serem os preferidos para distúrbios da maior parte das ansiedades. Nos casos em que a depressão acompanha a ansiedade e em muitos ataques de pânico, também se utilizam antidepressivos associados.
A administração oral dos benzodiazepínicos é bastante eficaz e seu efeito atinge o auge de 1 a 4 horas de sua administração. Ao ser