As mudanças no código de ética.
O Código de Ética do Serviço Social teve início em 1947, ele nasce ligado à atuação da Igreja Católica, a serviço de sua ideologia. Além da ligação de sua prática, há a ligação do ponto de vista teórico e filosófico, a visão do homem e da sociedade é baseada na doutrina católica, pois a primeira obrigação do assistente social era a obediência a Deus, e até então o Serviço Social era visto como caridade cristã.
Em 1965 surge à necessidade de mudança no Código de Ética, há uma busca de se vincular estreitamente o Serviço Social ao processo de desenvolvimento nacional. A década de 60 foi considerada a “década do desenvolvimento” e nessa fase os assistentes sociais começam a tomar consciência da realidade brasileira e realizam um esforço de integração no processo de desenvolvimento social. A ideologia desenvolvimentista marcou o Serviço Social e este se liga ao movimento de desenvolvimento de comunidade, com forte influência norte-americana.
O serviço Social mantém o discurso nacional-desenvolvimentista, as experiências mais comprometidas se desarticulam e continua a postura de que é preciso reformas, mas não estruturais. O projeto de desenvolvimento é de dependência e para que o sistema funcione é preciso integrar a população no projeto governamental, através da política social que tem como função eliminar os obstáculos ao crescimento econômico, tais como a resistência cultural, criando condições para a eficácia do mesmo. Em 1970 foi marcada definitivamente uma nova fase, a Reconceituação do Serviço Social, o que levou a necessidade de elaborar seu terceiro Código de Ética, o de 1975. Foi de 1970 a 1980 que o Serviço Social desatou de forma definitiva as amarras com a concepção funcionalista e conservadora de sua atuação através da recusa e da critica ao conservadorismo profissional e em 1982 houve empenho para adequar a formação profissional em nível de graduação e considerando que o Código de Ética antigo já não refletia a