AREIA DESCARTADA DE FUNDIÇÃO (ADF) - ALTERNATIVAS SUSTENTÁVEIS PARA O SEU REAPROVEITAMENTO
ALTERNATIVAS SUSTENTÁVEIS PARA O SEU REAPROVEITAMENTO Na última década de 90 alguns países fizeram um grande avanço nas pesquisas para o reaproveitamento das areias descartadas das fundições. Estados Unidos, Alemanha e Brasil desenvolveram quase que simultaneamente aplicações mais sustentáveis para estas areias. No Brasil, as areias descartadas das fundições representam o maior descarte em volume dos resíduos classificados como classe 2A, ou seja, não perigosos e não inertes. Anualmente são descartadas aproximadamente 2,8 milhões de toneladas destas areias em todo o país. O estado de São Paulo fica com aproximadamente 35% deste montante, seguido de perto pelos estados de Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os custos cada vez mais elevados para os descartes em aterros industriais licenciados, bem como a busca pelas certificações ambientais, estimulou os institutos de pesquisas e as fundições a buscarem alternativas para o reaproveitamento das ADF’s. No ano de 2000, entrou em operação no interior do estado de São Paulo, a primeira empresa da América Latina fabricante de artefatos de concreto utilizando a areia descartada de fundição como substituta da areia comum. Com esta substituição, os produtos não perderam qualidade e tornaram-se 15% mais baratos se comparados aos similares convencionais.
BLOCOS DE CONCRETO PRODUZIDOS COM AREIA DESCARTADA DE FUNDIÇÃO
As aplicações em artefatos de concreto são mais indicadas para pequenas e médias gerações de areia descartada de fundição. Para grandes volumes, as utilizações em obras de pavimentação e coberturas de aterros sanitários, são mais adequadas. Na pavimentação, estas areias podem substituir o pó de pedra em obras de cobertura alfáltica, enquanto que nos aterros sanitários a ADF substituiria a terra para cobertura diária.
TRECHO EXPERIMENTAL DE PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA COM AREIA DESCARTADA DE FUNDIÇÃO