Apostila Arranjos Simples
Curso de Licenciatura em Música
Disciplina: Linguagem e Estruturação Musical IV
Professor: Danilo Guanais
Aula: Arranjos simples.
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Introdução
Um arranjo, como bem traduz a palavra em português, é uma adaptação a uma necessidade. Geralmente, é fruto de uma intenção estética, quando é feito como uma experimentação sem propósito comercial, ou prática, quando parte de uma encomenda oriunda do mercado. Fazer um arranjo consiste, basicamente, em transgredir os perfis característicos de uma música, sem privá-la de características essenciais que permitam o seu reconhecimento. Isso pode ser feito em vários níveis, da simples harmonização até a ambientação completa dos componentes, numa estrutura aparentemente distinta, distanciada da original. O grau maior de complexidade deve ser determinado pela necessidade de cada caso, pelo tipo de propósito a que se destina, e, principalmente, levando em consideração o perfil dos intérpretes potenciais.
Para ser feito, é necessário o conhecimento prévio da música a ser arranjada. Isso parece óbvio, mas, às vezes, é difícil resistir à tentação de se começar o trabalho de arranjo, concomitantemente com a análise de seus componentes estruturais (basicamente melodia e harmonia), principalmente quando o tempo para trabalhar não é tão confortável.
Entretanto, conhecer profundamente as estruturas que engendram a música a ser arranjada permite a ampliação dos limites de criação, o que possibilita a obtenção de resultados mais satisfatórios.
A observação constante do trabalho de arranjadores consagrados também é um excelente recurso para iniciantes. A análise e a audição atenta de um bom arranjo, além de expor características preciosas de estilo, estimula o desenvolvimento de idéias.
Existem publicações específicas sobre arranjo (algumas em português) que também servem como excelentes referências neste campo.
Elas representam uma visão