Abdução
Reconhecido por alguns especialistas como o primeiro relato de abdução do Brasil, o "Caso do Viúvo", como é conhecido, deixou para trás um mistério não solucionado, que é desacreditado pela falta de provas materiais e pela suspeita de incapacidade mental do suposto abduzido, o até então agricultor Mauricio Alves Lago. Em contrapartida, a lucidez e riqueza de detalhes com que o envolvido descreve o acontecido é perturbadora.
Em abril de 1928, época do ocorrido, Lago era proprietário de uma pequena porção de terra nas proximidades do antigo centro da cidade de Erechim-RS (onde hoje situa-se o Parque Longines Malinowski), que, à época, estava longe de abrigar seus atuais 98 mil habitantes.
As folhas que documentam a história apresentam mal estado de conservação, o que dificulta estudo aprofundado do ocorrido. A única certeza que temos é que o mistério nunca foi esclarecido, e por não ter sido considerado mentalmente são, o protagonista dos fatos nunca foi adequadamente ouvido. Apesar disso, há os que acreditam nessa intrigante e fantástica história.
O DEPOIMENTO
Apesar do frio severo que fazia em Erechim, Mauricio deixou sua casa rumo ao terreno onde cultivava milho por volta das 3h20, madrugada do dia 14 de abril de 1928, data em que, coincidência ou não, completaria 33 anos.
Quando ao alimentar seus cachorros, presencia o seguinte acontecimento, narrado por ele mesmo:
(…) mais ou menos faltando 20 minutos para as 4 da manhã, e alimentava meus três cães. Achei estranho o fato de não terem levantado para me receber, como era costumeiro; julguei ter sido o enorme frio causa de tal estranheza. O maior de meus cães, uma pastora belga chamada Malu, recusava-se a comer, o que me chamou a atenção. Quando me aproximei a acariciá-la, notei que tremia muito e chorava baixo. Pude perceber que estava estranhamente assustada. Quando finalmente parecia ter acalmado Malu, ouvi um zumbido estranho acima do barracão onde dormiam os cães. Era um barulho que