A Violência Familiar e as Relações de Poder: a diminuição do outro
As leis foram estabelecidas e as normas são divulgadas, mas o caráter privado da família cria em torno de si um escudo de separação social que favorece todos os acontecimentos bons ou ruins em seu interior. Ainda que existam tais determinações a serem seguidas, a família cria suas próprias leis e sua maneira particular de se relacionar.
Assim como afirma Ferrari (2002):
A família é a constituição de vários indivíduos que compartilham circunstâncias históricas, culturais, sociais, econômicas e afetivas. Família é uma unidade social emissora e receptora de influências culturais e de acontecimentos históricos. Possui comunicação própria e determinada dinâmica.
Entendemos como dinâmica o seu movimento interno, a forma de interagir dos seus membros. Ainda nesta leitura, Ferrari (2002) acrescenta que a família pode ser uma unidade geradora de doença ou saúde, sucesso ou fracasso. E tem sido assim, desde o início!
Se nos perguntarmos sobre a função dos pais nesta família, encontraremos uma resposta que contempla “o ensinar a ser” a partir do modelo apresentado e não apenas do que está sendo ensinado ou dito.
Porém, para aprender de maneira satisfatória, esse ensinamento deve ser transmitido de maneira natural através da autoridade dos pais. De outro modo, Pais que não o fazem de maneira saudável, não conseguem ser modelo, uma vez que os filhos não se identificam com os pais, por não ter sido estabelecida nesta autoridade uma relação de confiança, transparência e afeto, que favoreça a ambos: filho(s) e pai (s) para exercerem cada um o seu papel.
Contudo, o que tem marcado essa aprendizagem ou internalização paterno-materna,