A Sociedade dos Indivíduos
O tema inicial é acerca do conceito de sociedade: uma vez que o mesmo apresenta definições nem sempre muito claras.
Há o questionamento da palavra “sociedade”, que todos utilizam e que ninguém discute os significado. É quase como um axioma aceito.
As mudanças nas formas de vida em sociedade independem do planejamento individual, bem como também ele existe só porque existe um grande número de pessoas e que ele só funciona porque muitas pessoas – individualmente – querem e fazem certas coisas.
Pelas respostas dadas, temos dois caminhos:
• Um grupo concebe as formações sócio-históricas como estruturas pré-concebidas, planejadas e criadas, semelhante aos projetos que fazem para a construção de um grande edifício. Com isso, a evolução dos estilos artísticos ou o próprio processo civilizador são questões sem resposta.
• O campo oposto afirma que o indivíduo não desempenha nenhum papel na sociedade. Ela é uma unidade orgânica, acima do individual, com uma vida própria. As formas culturais e as instituições econômicas possuem um papel fundamental.
O indivíduo nunca teve tanta importância nas sociedades como nos dias de hoje. Quando analisamos as diversas formas de sociedade e como elas se organizam historicamente, percebemos que só na modernidade a noção de indivíduo ganhou relevância.
Entre os povos antigos, pouco valor se dava à pessoa única. A importância do indivíduo estava inserida no grupo a que pertencia (família, Estado, clã, etc.) Ex: nas tribos da antiguidade mesmo com a diferença natural entre os indivíduos não havia hipótese de pensar em alguém desvinculado de seu grupo.
A idéia de indivíduo começou a ganhar força no século XVI, com a Reforma Protestante (movimento religioso que fava que os homens tinham a imagem e semelhando de Deus, isso significava que o indivíduo sozinho podia ter ''poder'')
Mais tarde, no século XVIII, com o desenvolvimento do capitalismo e do pensamento liberal, o individualismo