A Esfinge do Rei Édipo
Penso que este episódio representa uma questão fundamental da filosofia. O sentido do ser. Funciona como uma espécie de prólogo, da tragédia “Rei Édipo”, embora não seja representado, está presente ao longo de toda a representação. Aparece referenciado pelo sacerdote, logo no início, quando este pede ao rei Édipo, em nome do povo, que salve a cidade da peste, tal como o fez enfrentando a cruel esfinge. Ajuda a manter o público em sentido. Será poder divino ou um ser iluminado?
Várias, outras referências, são feitas ao longo da peça, inclusive o próprio Édipo o relembra a Tirésias, quando o acusa de falso adivinho. Também o coro e, falando de Édipo: «só ele pode vencer a horrenda Esfinge, de garras aduncas e cantos enigmáticos.», (Rei Édipo, tradução de J. B. Melo e Sousa, ebooksbrasil.com, página 87). Todas as alusões pretendem elevar o potencial do herói, como a luz da sabedoria que os liberta da ignorância.
As consequências da resolução do enigma são, a coroação de Édipo, como rei de Tebas e o casamento com a sua mãe, Jocasta. Tudo isto, não é mais, que o desenrolar do oráculo de Delfos. As terríveis revelações sobre da identidade e vida de Édipo são feitas de forma a manter, a tensão e o terror dos espetadores. Delas resultam, o suicídio da mãe e o seu exílio e cegueira.
A tragédia representa um curto período de tempo, rivalizando, por isso com a epopeia. Sendo assim, as regras não permitem a encenação do episódio da esfinge, por este estar longe,