A EJA COMO PERCURSO FORMATIVO DIGNO TRILHANDO CAMINHOS NUMA TRAJETÓRIA PESSOAL E PROFISSIONAL
7870 palavras
32 páginas
HILMA MARIA DE SOUZAA EJA COMO PERCURSO FORMATIVO DIGNO
TRILHANDO CAMINHOS NUMA TRAJETÓRIA PESSOAL E PROFISSIONAL
Memorial apresentado à UFBA universidade Federal da Bahia/FACED/PPGE, como pré requisito para concorrer ao
Mestrado
profissional em Educação.
Irecê
2013
SUMÁRIO
1. E foi assim...
3
2.Casa de Taipa, minha primeira escola
4
3. A chegada das trovoadas- juntos, sonhos e planos
5
4.A vida na cidade...
7
5. De volta às origens
9
6. Meu primeiro emprego....reflexão na prática
10
7.A busca para ingresso na universidade
11
8. UNEB/ município- Vivências e práticas que marca(ram) minha vida
12
9. Polo UFBA em Irecê, mais uma conquista
18
10. Referências
22
E FOI ASSIM...
Em uma tarde de domingo, um dia ensolarado 14 de maio de mil novecentos e setenta e sete, no povoado de Elizeu, nome dado por meu avô – Honorato Gaspar de Souza, em homenagem ao Sr que lhe vendera aquelas terras em 1929 ,e se chamava Elizeu- nascia Hilma nome dado a mim ,escolhido por meu pai.
A cada
nascimento de um filho a partir do momento em que a parteira1, Tia Maria, como era chamada, anunciava o sexo do bebê era comemorado com tiros de espingarda,2
(que foi de Horácio de Matos), forma de avisar amigos, vizinhos e compadres da vida que chegava.
Na minha infância fui muito feliz. “Embora fossemos “pobres” financeiramente, mas ricos em espírito”, como dizia meu pai, vivíamos em um ambiente familiar repleto de respeito, harmonia, solidariedade e esperanças. Eu, meus irmãos e primos brincávamos de “casinha”, “panelada”. Não tínhamos os brinquedos que hoje a maioria das crianças tem, os nossos eram de “mentirinha” como se dizia, as bolas de gude eram feitas com o barro das lagoas, panelas eram as latas de sardinhas.
Lembro-me como se fosse hoje, as bonecas de pano que minha avó fazia que me proporcionava um encantamento imensurável.
Difícil qualquer criança não ter algo que o