xingu
O fato de ser baseado em uma história real dificulta um pouco a crítica em relação ao roteiro, pois como vamos avaliar o real? Mas numa análise geral a história é interessante, bem contextualizada e trás o lado político, demonstrando como o governo tinha, na época, interesses financeiros, sem se importar com a população indígena. Dirigido por Cao Hamburger, e com os atores Felipe Camargo, João Miguel e Caio Blat, durante o ano de 2010, foi gravado no Tocantins e no Parque Indígena do Xingu, conferindo à cenografia a realidade da floresta, retratando muito bem a época. A história de 30 anos destes irmãos foi resumida em 1h40 de filme, fato que pode ter causado a perda de alguns importantes detalhes, impedindo uma melhor compreensão do filme. O figurino, baseado nos trajes indígenas, com o realce das pinturas corporais, com detalhes em penas de tons amarelos, vermelhos e pretos em momentos de rituais e comemorações e o traje dos exploradores em tons de bege e caqui, com chapéus, camisa, bota e calça comprida. Trajes simples e confortáveis de pessoas simples, que desbravaram a floresta e conviveram em meio aos índios, fazendo de lá seu lar durante anos. A fotografia é muito boa, com imagens impactantes, centradas nas pessoas e nas paisagens. Algumas imagens, com foco distante, mostram as comemorações indígenas. Há muitas cenas de por do sol, noites iluminadas por fogueira, com um belo contraste entre o claro e o escuro, fazendo lembrar muito a escola artística barroca. O filme me deixou