Trechos fichamento do livro: Vítimas da moda
As roupas eram, geralmente, negócios de comerciantes ou artesãos. Mas Charles Frederic Worth mudou esse conceito, foi ele quem pensou em reunir em um único lugar, um estilo e promessa de novidades.
Seus clientes mesmo que influentes, não ditavam as regras. Em matéria de elegância, ele se precavia para permanecer o único julgador. Para convencer seus clientes a comprar suas criações, ele teve a ideia de apresenta-las sendo usadas por mulheres, a partir dai que surgiu o manequim.
O criador assim como a marca, são invenções modernas, mantidas pelo sistema produtivo, maquina de fabricar, manter e exaltar as estrelas. Hoje, o artesão, a estrela, o artista e o businessman convivem às vezes dentro de uma única pessoa: a do costureiro.
O trabalho de criador de moda encarna um ideal, representando uma excelente maneira de aproveitar as contradições do capitalismo. Hoje, os jovens costureiros são pagos para inovar, recebem tanto no sentido próprio como no figurado, a bonificação de sua originalidade.
À medida que criam sua coleção, os criadores se tornam cada vez mais eles mesmos, desenvolvendo no espaço de sua liberdade as forças que os constituem como seres humanos. Para grifar um produto que não criou é comum o costureiro aproveitar sua celebridade, ou ainda, alugar seu nome.
Capítulo 2 - O milagre da marca
Primeiro era o criador, em seguida o criador inventou a marca. Na aparência, as marcas dominam sobre as modas. Há mais de meio século são as mesmas: Dior, Gucci e outros Lavin, os mais otimistas pensam que tudo passa, tudo cansa, exceto as marcas.
Atualmente o costureiro possui um ou vários administradores para assisti-lo na direção do seu negocio, para esse mundo, mostrar-se com um criador de moda, é considerado uma oportunidade rara.
Hoje não existem mais confecções, há grifes, ou seja, a confecção é terceirizada.
A geração que hoje assiste o destino das marcas de moda se destaca por sua mentalidade e suas