Tratado de Latrao
O Tratado de Latrão é um acordo assinado entre a Itália e a Santa Sé.
Depois de toda a perseguição sofrida pelos cristãos católicos durante o Império Romano, a Igreja Católica conquistou seu espaço religioso e político na sociedade europeia. Gradativamente sua influência foi aumentando. Primeiro, recebeu a liberdade de culto. Depois, tornou-se a religião oficial do império. Quando este chegou ao fim, a Igreja Católica era a instituição mais influente e, por isso, se tornou a referência e detentora do maior poder durante o período conhecido como Idade Média. Nessa época, os católicos receberam do rei dos francos, Pepino, o Breve, um grande território no centro da Itália. Surgiam assim, em 756, os Estados Pontifícios que vigoraram até 1870. No decorrer desse longo período, a Igreja passou por expansões que a concederam grande poder.
Pietro Gasparri e Mussolini assinam o Tratado de Latrão.
Quando as tropas do rei Vitor Emanuel II invadiram Roma, em 1870, incorporaram parte do território que era da Igreja Católica. No ano seguinte, o monarca ofereceu ao Papa Pio IX uma indenização e a garantir de sua permanência como Chefe do Estado do Vaticano. No entanto, o papa não se satisfez com a proposta e se declarou refém do poder laico, dando início a um problema diplomático chamado de Questão Romana. Esta se refere à disputa territorial que envolveu o papado e o governo italiano. A querela se desenvolveu por décadas. A Itália deixou de ser uma monarquia e se tornou uma república. A situação permaneceu a mesma até que o ditador Benito Mussolini resolveu dialogar com as lideranças da Igreja para chegaram a um acordo.
No dia 11 de fevereiro de 1929, Mussolini e o cardeal Pietro Gasparri assinaram um acordo denominado Tratado de São João de Latrão, simplesmente conhecido por Tratado de Latrão. O acordo criou um novo Estado, o Vaticano, que é o menor em extensão territorial do mundo, dotado de apenas um quilometro quadrado. Porém é soberano,