TRAGÉDIA EM SANTA MARIA
Senhoras e Senhores Acadêmicos. Boa Noite.
A tragédia ocorreu na madrugada de 27 de janeiro, às 3h17, quando uma fagulha de um sinalizador usado pela banda que realizava um show pirotécnico chegou ao teto da casa noturna e queimou a espuma de revestimento acústico. O fogo se alastrou rapidamente e gerou uma fumaça formada por monóxido de carbono com cianeto.
O sinistro foi considerado a segunda maior tragédia no Brasil em número de vítimas em um incêndio, sendo superado apenas pela tragédia do Gran Circus Norte-Americano, ocorrida em 1961, em Niterói, que vitimou 503 pessoas, e teve características semelhantes às do incêndio ocorrido na Argentina, em 2004, na discoteca República Cromañón. Classificou-se também como a quinta maior tragédia da história do Brasil, a maior do Rio Grande do Sul, a de maior número de mortos nos últimos cinquenta anos no Brasil e o terceiro maior desastre em casas noturnas no mundo.
Mas a pergunta é: quantas vezes você entrou em um estabelecimento deste porte, como a Boate Kiss, em Santa Maria, e ficou preocupado com o número de pessoas que ali estavam ou reclamou porque não recebeu qualquer informação sobre as saídas de emergência? Sequer viu um extintor por perto, não é.
Somos, em síntese, o país da repercussão, chocado e com o discurso pronto na ponta da língua diante da tragédia – muitas vezes anunciada -, porém sem dar a mínima para a cultura da prevenção, esta sim capaz de salvar muitas vidas. Nos postamos, em grande número, entre os que não dão bola para os anunciados procedimentos de emergência que antecedem a decolagem de um avião, que não gostamos de rotinas de brigadas de combate a incêndios em empresas, em escolas ou em nossos condomínios. Isso quando a estrutura existe. Tem gente que reclama até do extintor de incêndio como acessório obrigatório nos veículos porque tem que recarregá-lo.
De acordo com Alberto de Faria, arquiteto presidente do