Trabalho de Filosofia Medieval: Santo Agostinho
“Quando lá entro mando comparecer diante de mim todas as imagens que quero. Umas apresentam-se imediatamente, outras fazem-me esperar por mais tempo, até serem extraídas, por assim dizer, de certos receptáculos ainda mais recônditos. Outras irrompem aos turbilhões e, enquanto se pede e se procura uma outra, saltam para o meio, como que a dizerem: "Não seremos nós?”Eu, então, com a mão do espírito, afasto-as do rosto da memória, até que se desanuvie o que quero e do seu esconderijo a imagem apareça à vista. Outras imagens ocorrem-me com facilidade e em série ordenada, à medida que as chamo. Então as precedentes cedem o lugar às seguintes, e, ao cedê-lo. escondem-se, para de novo avançarem quando eu quiser” 2.
Caso escolha duas coisas desconexas, como o sol e os oceanos, ele terá a capacidade de selecioná-las, sem haver qualquer conflito entre elas. Não há impedimento, nem interferência de uma coisa para com a outra. Elas simplesmente estão lá, para que o sujeito as utilize da maneira que lhe for aprazível. Não há competição ou tentativa de predominância de um lado para com o outro.
Já os sentidos estão mais organizados, todos tratam de assuntos particulares a suas peculiaridades. O olfato sobre aquilo que é dotado de cheiros e odores, a visão das coisas que são coloridas, e assim por diante. Apesar do sujeito também estar livre para pensar e fazer associações, elas precisam seguir