Tiago
Este trabalho consiste numa comparação parcial entre “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões, e “A Mensagem”, de Fernando Pessoa.
Pretendo mostrar a estrutura da obra cada obra “Mensagem”, em cada verso e palavra que Fernando Pessoa escreveu, exprimiu, pensou e sentiu, sobre o excecional povo Português.
Após o processo estruturado, selecionando o poema de "Mensagem", vou relacioná-lo com as estrofes correspondentes de "Os Lusíadas", sendo o poema “Mar Português”.
Existem semelhanças entre A Mensagem e Os Lusíadas. É simples dizer que são ambas semelhantes em intenção, como obras de glorificação nacional, mas essa simplicidade camufla uma complexidade enorme.
Estrutura da Mensagem
A Mensagem encontra-se dividida em três partes, cada uma delas subdividida noutras. Esta tripartição é simbólica e tem como base o facto de as profecias se realizarem três vezes, ainda que de modo diferente e tempos diferentes. Corresponde à evolução do Império Português que, tal como o ciclo da vida, passa pelo nascimento, realização e morte. Todavia, esta morte não poderá ser entendida como um fim definitivo, visto que a morte pressupõe uma ressurreição. Esta ressurreição culmina com o aparecimento de um novo império, desta vez não terreno, mas sim espiritual e cultural, a fim de atingir a paz universal.
Cada uma das partes da Mensagem começa com uma expressão latina, adequada à parte simbólica a que pertence. Fernando Pessoa inicia a obra com a expressão latina Benedictus “Dominus Deus noster que dedit nobis signum” ("Bendito o Senhor Nosso Deus que nos deu o sinal") que nos remete para o carácter simbólico e messiânico da Mensagem.
* A 1ª parte - Brasão - faz desfilar os heróis lendários ou históricos, desde Ulisses a D. Sebastião, ora invocados pelo poeta, ora definindo-se a si próprios. O poeta começa por fazer a localização de Portugal na Europa e em relação ao Mundo, salientando a sua magnitude; apresenta a definição de mito (de modo paradoxal, "O mito é o nada que