TCC Eficiência Energética
DE IRRIGAÇÃO
CARLOS ROGERIO DE MELLO1
JACINTO DE ASSUNÇÃO CARVALHO2
1. INTRODUÇÃO
O consumo de energia elétrica no Brasil é cada vez maior, por ser fruto do desenvolvimento e crescimento da população. No meio rural, especialmente nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, as propriedades são, em grande número, energizadas pelo sistema interligado. Assim, estão diretamente envolvidas com estudos de conservação de energia, uma vez que geração própria acarreta custos muito elevados.
Algumas atividades agrícolas, como a irrigação, necessitam de grandes quantidades de energia elétrica. Esse consumo aumenta na época mais seca do ano, quando a capacidade de geração de energia é menor, uma vez que os reservatórios das usinas hidroelétricas estão em níveis mais baixos.
Outro fator importante é o horário de uso da energia, o qual se concentra entre 17 e 22h, período conhecido como horário de ponta, podendo gerar problemas no fornecimento, chegando em algumas épocas e regiões ao
“black out”.
Deve-se ressaltar, também, que o produtor, bem como técnicos do setor, devem tomar conhecimento de que existem formas de redução de
1.Engenheiro Agrícola/Mestre em Irrigação e Drenagem/UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS (UFLA), Rua Cristiano Silva, 140, 37 000-000, Lavras,
MG.
2. Professor Adjunto Departamento de Engenharia/UFLA, Caixa Postal 37,
37 200-000, Lavras - MG.
6 gastos com energia elétrica mediante uma simples mudança na tarifa a ser adotada pela empresa agrícola, pois os valores cobrados pelas concessionárias, pela demanda e pelo consumo unitários podem ser alterados conforme a tarifa contratada.
Devido aos fatores mencionados, o Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE), atualmente Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), desenvolveu, a partir de 1981, formas diferenciadas do cálculo das tarifas de energia, visando à redução do consumo nos horários de ponta e na época seca do ano,