Seminário sobre guerra do paraguai
1) Na guerra do Paraguai, o exército brasileiro era composto pela população das classes mais baixas do país, que não possuíam quaisquer direitos, dentre as quais, os índios e escravos. Assim, enquanto os cargos de comandantes e generais eram ocupados pela população mais nobre, o cargo de soldado era ocupado por escravos, índios, mendigos e homens que pertenciam à classe baixa da população brasileira, os quais eram capturados e obrigados a lutar na guerra. Apenas sob o comando de Caxias é que foi feita uma reorganização no exército brasileiro, de modo que passaram a integrar o corpo de soldados do exército outros homens mais capacitados e, inclusive, com a obtenção de armamentos e suprimentos, o que aumentou a eficiência das operações militares.
2) A Guerra do Paraguai foi um marco para os países que dela participaram, em razão de sua longa duração, grande o sofrimento humano que desencadeou nas nações envolvidas e grandes conseqüências políticas e econômicas para os países que a lutaram. No caso do Império do Brasil, a Guerra do Paraguai representou o apogeu do poder do Estado Monárquico, por um lado, e o início de sua decadência, de outro lado. Em outras palavras, se a Guerra do Paraguai constitui o apogeu do poder do Estado Imperial, também prenuncia o início de sua decadência, uma vez que amplia tensões internas na estrutura sócio-política brasileira, bem como é marcado pelo conflito de um exército no qual parte da oficialidade transferiu sua lealdade da figura do Imperador, personificação do Estado Monárquico, para a Nação.
Não obstante todos os impactos causados no plano financeiro, no aspecto político a guerra, com sua longa duração e o enorme custo humano e financeiro daí decorrente, contribuiu para acirrar as contradições políticas, e para desgastar as regras informais da luta pelo poder, que ocorria sob o controle do Imperador, e seus simbolismos. Assim, houve