Neuroses histericas
Este trabalho visa mostrar os diferentes tipos de histerias que, abrange muitas modalidades e graus de quadros clínicos dentro da categoria de “neurose histérica”, porém pode ser abordado sob outros vértices, como o de uma personalidade, histérica ou presença de “traços histéricos” que está presente em praticamente todas as personalidades normais ou psicopatológicas. Do ponto de vista psiquiátrico pode ser dividida em dois tipos: conversiva e dissociativa.
Alguns autores acreditam que a histeria se modifica conforme o contexto sociocultural vigente em cada época. A histeria é tão plástica que de alguma forma, ela está presente em todas as psicopatologias, sendo que a compreensão dos psicanalistas deixou de ser unicamente da psicodinâmica dos conflitos sexuais reprimidos, mas também como uma expressão de problemas relacionados e comunicacionais. O desejo de desejo insatisfeito, a sua incorporação maior, a saber, afantasia incestuosa. É nesse sentido que, com a histeria toda pulsão irá se tornar incestuosa. histeria leva plenamente em conta a onipotência da pulsão e assume suas consequênciasda percepção vertiginosa de seu limite extremo.
A palavra histeria – histeros, que em grego, quer dizer útero- ao longo da história estava por definição ligada de forma indissociável ao feminino e com o sexual. Na Idade Média a Histeria passou a ser definida como possessão pelo demônio.
Charcot no século XIX soube distinguir a histeria de epilepsia, ainda classificava a Histeria como transtorno fisiopático do sistema nervoso. Charcot investigava a Histeria através da hipnose.
Foi durante as aulas de Charcot que Freud ficou intrigado com o fato de que a Histeria, embora não demonstrasse nenhuma perturbação neurológica orgânica, não se caracterizava como fingimento e ainda o fato da Histeria não se apresentar somente em mulheres.
Depois de Charcot, Babinsky com quem Freud também estudou, sublinhando a sugestibilidade e cunhando o termo “pitiatismo”, permitiu