Motor sensorial
Nesse período, os bebês desenvolvem a capacidade de reconhecer a existência de um mundo externo a eles, tendo autonomia para explorá-lo e construir sua própria percepção. Passam a agir não mais apenas por reflexos, mas direcionam seus comportamentos tendo objetivos a alcançar.
Piaget explica que no início os bebês aprendem a coordenar as informações do sentido e organizar suas atividades em relação ao seu ambiente – Sensação e Percepção. Assim sendo, o universo que circunda a criança é conquistado mediante a percepção e os movimentos (como a sucção, o movimento dos olhos, por exemplo). Já no final, eles progridem da aprendizagem por tentativa e erro para utilização de símbolos e conceitos para resolver problemas simples.
Para finalizar, a inteligência trabalha através das percepções (simbólico) e das ações (motor) através dos deslocamentos do próprio corpo. É uma inteligência iminentemente prática. Sua linguagem vai da ecolalia (repetição de sílabas) à palavra-frase (“água” para dizer que quer beber água) já que não representa mentalmente o objeto e as ações. Sua conduta social, neste período, é de isolamento e indiferenciação (o mundo é ele).
As situações imaginárias são compreendidas nesse período principalmente. O imaginário ou a fantasia estão fortemente inseridos na primeira infância..
Este estádio subdivide-se em seis subestádios:
1. Uso dos reflexos – Vai do nascimento até ao fim do primeiro mês de idade. Os elementos básicos dos padrões motores e perceptivos, tanto do ponto de vista da percepção propriamente dita, como do ponto de vista do comportamento expressivo;
2. Reações circulares primárias – Vai do primeiro mês de vida até ao quarto. Refere-se a um tipo de comportamento que providencia o estímulo ou para a sua própria repetição ou para continuação do comportamento iniciado. Alguns dos esquemas inatos começam a ser substituídos por movimento voluntário. A criança começa a "olhar" para as coisas