Na verdade, o processo de comunicação não passa de uma imagem acústica, se falada, e visual, se escrita. É desse modo que a publicidade usa a linguagem como imagem plástica, em que sua própria corporeidade física funciona como meio para transmitir significados. Parece, na verdade em todo ato discursivo haverá sempre um manipulador e um manipulado em plena interação, em que o primeiro tenta persuadir o segundo do que está afirmando; o segundo, por sua vez, faz o discurso interpretativo.A partir dessas premissas, entende-se que a importância do discurso publicitário é um dos mais persuasivos e eficazes em termos de usar as diferentes linguagens de modo sociolingüística. Como o homem moderno foi condicionado a ler apenas a linguagem (natural ou social) como discurso, principalmente no seu ensino escolar, deixando a intangível como simples complemento, percebeu-se a necessidade de uma reeducação em seu processo de socialização atual, quanto a isso. Não basta, hoje, aprender a decifrar as letras de um alfabeto, para ler um texto. A ideologia persuasiva concentra-se em todos os elementos de uma mensagem. O intangível deve ser visto na publicidade como um texto ideologicamente montado para persuadir e todos os detalhes de um texto aberto se tornam, assim, signos a serem lidos. Para o profissional de Publicidade, desse modo, aprender a ler e usar todas as linguagens significa, de um lado, não ser apanhado com facilidade nas malhas dessa rede persuasiva, e de outro, estar capacitado para, se preciso for, saber usar com eficácia os princípios discursivos da linguagem não-verbal ancorada à verbal. Se o profissional de Publicidade tem como uma de suas principais funções a divulgação das imagens ou idéias de uma organização, ou mesmo da identidade de apenas um indivíduo, como, por exemplo, nas propagandas políticas, é indispensável que ele saiba ler e produzir, com segurança, linguagen-pensamento . Cabe a esse profissional, através do uso de instrumentos de comunicação, zelar