Mercúrio, lâmpadas e logística reversa
Este cenário vai possibilitar uma relação mais adequada e completa da sociedade com tudo aquilo que é consumido – e, com isso, ganha destaque um dos itens mais comuns do nosso cotidiano, cujo potencial poluidor é pouco conhecido: as lâmpadas contendo mercúrio, mais conhecidas como “lâmpadas fluorescentes ou econômicas”. Todas elas carregam consigo uma quantidade de mercúrio suficiente para contaminar 15 mil litros de água. Basta pensar que o Brasil comercializa mais de 250 milhões de lâmpadas fluorescentes por ano, entre o uso residencial, urbano e industrial, e que apenas 14 milhões são destinadas adequadamente, para dimensionar o tamanho desta operação. O descarte, descontaminação, reciclagem e reaproveitamento de suas matérias-primas torna-se assim um trabalho primordial para a preservação do meio ambiente e uma atraente fonte de receitas no médio e longo prazo. Para que as lâmpadas deixem de ser um agente contaminante para transformarem-se em uma fonte de recursos como vidro, alumínio e especialmente de mercúrio. “O país está realizando muitos esforços rumo à implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que nos próximos anos resultará na esperada Logística Reversa para diversos produtos, provocando uma nova onda de negócios e oportunidades ligadas à gestão ambiental. No caso das lâmpadas, estamos trabalhando fortemente com a cadeia de distribuição e com o governo, com o intuito de concretizarmos o sistema reverso para lâmpadas”, disse o especialista. Devido ao crescimento econômico, o Brasil se tornou um dos países que mais consome lâmpadas contendo mercúrio no mundo. “Como 94% das lâmpadas sendo jogadas no lixo ou em aterros sanitários, aumenta-se o risco à saúde das pessoas e a degradação ambiental, já que o mercúrio é um metal tóxico e extremamente